Seletor idioma

Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Defesas Graduação > Pesquisa analisa as percepções do risco criminal e da criminalidade na vida dos camelôs da Área Central de Manaus
Início do conteúdo da página

Pesquisa analisa as percepções do risco criminal e da criminalidade na vida dos camelôs da Área Central de Manaus

Publicado: Sexta, 24 de Mai de 2019, 16h55 | Última atualização em Sexta, 24 de Mai de 2019, 16h55 | Acessos: 668

Com o tema “O Navio de Teceu: condicionamentos e determinantes da vitimização na Área Central de Manaus”, o doutorando Josué Gomes Vieira, defendeu na sexta-feira, 17, no Miniauditório do Programa de Pós Graduação em Sociedade e Cultura na Amazônia (PPGSCA), a sua tese de doutorado.

 

 

Tendo como orientador da pesquisa o professor Walmir de Albuquerque Barbosa, o trabalho teve como objetivo determinar a partir de Pesquisa de Vitimização aplicada a uma amostra populacional de trabalhadores urbanos os condicionamentos e os determinantes da vitimização na Área Central de Manaus com fins de compreender como as características individuais da população, conjugada com o contexto da vizinhança estimulam as percepções do risco criminal e da criminalidade na Área Central. Objetivou, também, avaliar como o processo de vitimização produz efeitos negativos nas formas de coesão e integração social no meio urbano, além de analisar como as relações entre atividades rotineiras dos trabalhadores com a percepção do risco criminal e as formas de controle dos poderes coercitivos constroem processos sociais específicos onde o uso da violência mede as relações sociais no meio urbano.

O objeto de pesquisa teve uma amostra de 618 trabalhadores abrigados em quatro centros de compras populares localizados na área Central de Manaus e, sua escolha, se deu especificamente pelo histórico de conflitos sociais gerados pelas relações de poder no uso econômico do solo urbano, onde a violência moldou novas relações e formas de ocupação da Área Central.

A sua problematização se explica devido à longa trajetória na clandestinidade e na informalidade dos trabalhadores informais, conjugada com a demora demais de 30 anos para se solucionar a posição comercial dessa população dentro do núcleo de negócios da antiga área

do projeto Zona Franca Comercial, potencializando-se dessa maneira o reconhecimento de estigmas e rotulações de delinquentes para com esses trabalhadores, e que foi apropriadas e condensadas na história de conflitos dessa população urbana numa sociabilidade violenta.

A partir desse panorama, a pesquisa visualizou um contexto importante e emergente para a compreensão da criminalidade, que se revela no estudo da população dos camelôs, remanejados para os Centros de Compras, “ Galerias Populares”, construídos pela Prefeitura de Manaus, na qual ,fornece uma ecologia social da “sociabilidade violenta”, que desvela desordens físicas , percepções de risco criminal e sentimentos de desprazer urbano .

A Banca Examinadora teve a composição dos seguintes professores: Walmir de Albuquerque (presidente), Marilene Corrêa da Silva (membro), Odenei de Souza Ribeiro (membro), Antônio Gelson do Nascimento (membro) e do professor Bianor Saraiva Nogueira Júnior (membro).

Fim do conteúdo da página