Exposições e debates dominam o segundo dia do I Congresso Internacional de Geografia e Desenvolvimento Regional Brasil-Cuba

Em seu segundo dia de programação, o I Congresso Internacional de Geografia e Desenvolvimento Regional Brasil-Cuba, realizado nas dependências do IFCHS, teve continuidade nesta terça-feira, 18, com as exposições de palestrantes convidados para o evento e de apresentações de trabalhos acadêmicos de alunos do curso de Geografia.
Tendo como mediador dos debates o professor Geraldo Alves de Souza, os expositores Isabela Soares Colares (UFAM), Artur de Souza Moret (UNIR), Marcivânia Saterê Mawé e Ivamar Moreira da Silva, esporam diversas temáticas referentes à territorialidade e desenvolvimento regional na Amazônia e seus impactos na vida de populações decorrentes de ações do poder público e de atividades econômicas na região.
Com o tema “Impactos no Território Decorrentes da Implantação de UHs”, o pesquisador Artur Moret, explorou á temática sobre os impactos nas populações locais decorrentes das implantações de hidrelétricas que afeta o modo de vida dos moradores dessas localidades.
O território de abrangência das hidrelétricas, segundo o palestrante, abrange e interfere nos espaços físicos e de utilidade comum para os moradores dessas localidades ate os seus limites delimitados, alterando o relacionamento dessas populações com os rios, estradas e as redes de moradias.
Abordando “Questões Indígenas na Amazônia”, a representante do povo Saterê Mawé, Marcivânia Saterê, levantou questionamentos a respeito de retiradas de direitos e possíveis retrocessos do que já foi conquistado com muita luta pelos povos indígenas da Amazônia.
Pontuou, em sua fala, as ameaças que pairam sobre os povos indígenas que vivem em isolamento voluntários, e demais ameaças não menos preocupantes Taís como a exploração dos recursos naturais, grilagem de terras, assoreamento e contaminação dos rios, obras de infraestrutura , caça, pesca e turismo predatório. Manifestou, também, a sua
preocupação com os indígenas que vivem na capital sem assistência do poder público que merece receber o mesmo tratamento dos seus parentes que vivem em aldeias.
O congresso vai até o dia 21, com palestras, exposições de trabalhos, debates e mesas-redondas, encerrando com a visita dos participantes ao Encontro das Águas.

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