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Levante Popular da Juventude promove debates contra a opressão dos povos indígenas da Amazônia

Publicado: Terça, 03 de Setembro de 2019, 16h17 | Última atualização em Terça, 03 de Setembro de 2019, 16h20 | Acessos: 621

 

Com o tema “História, Cultura e Resistência dos Povos Originários da Amazônia”, o movimento Levante Popular da Juventude, em conjunto com o Instituto de Ciências Humanas  e Sociais (IFCHS ), Conselho Indigenista Missionário (CIMI),   COIMPA , COPIME e COIPAM , promoveram  nos dias 27 e 28, no auditórios Rio Negro e Rio Solimões do IFCHS, debates acerca da história e cultura dos povos nativos da região, das resistências e lutas  em defesa da Amazônia e do respeito aos seus direitos fundamentais.

Em seu último dia de debates, na quarta-feira, 28, no auditório Rio Solimões, a temática “ Educação Escolar Indígena”, foi a pauta da palestra do professor Ytanajé Coelho Cardoso, da etnia Mundurucus, que teve como mediadora, a representante da LPJ, a discente  Isabela Heloísa.

Em sua abordagem a respeito da questão, o palestrante fez um histórico da educação indígena no Brasil, afirmando que a função da escola no inicio da colonização era catequizar os povos indígenas para ser inserido no mundo colonialista da época para ser dominado. E, como os povos não tinha um pensamento de resistência contra o colonizador, não se foi possível fazer frente às ações do colonizador, que acabou por marcar e influenciar  profundamente a cultura brasileira em geral e, em especial, a cultura indígena.

Cardoso esclarece ainda, que podemos fazer uma reflexão diante dos preconceitos originados desde á colonização que chegou até os dias atuais, em forma de estigmatizarão e preconceitos contra a cultura indígena, especialmente a língua, que era vista como dialeto, de natureza pobre e inferior. Ao fazer um recorte histórico, ele lembrou  que somente  a partir do século XXI e que os povos indígenas puderam contar com escola na qual pudesse aprender o português, antes nem sequer  a figura do professor indígena tinham .

Por último, reafirmou a necessidade de não se reproduzir os preconceitos, enfatizando o papel das ONGs para o fortalecimento da luta em favor dos direitos e na melhoria na educação, com a formação  de professores indígenas, principalmente, quando se vivencia tenebrosos dias em que os direitos sociais e humanos desrespeitados.

O evento teve o seu término com uma conferência dos professores Gersen Baniwa, Davi Avelino e Márcia Dias, que a abordaram á temática “ Trajetórias Políticas e Resistência”. A mediação ficou por conta da representante da LPJ, a estudante Paola Rodrigues.

Em paralelo aos dois dias de debates no IFCHS, o evento recebeu contribuição da Feira Cooperativa, Agricultura Familiar dos Pequenos Produtores, instalada no hall do Instituto.

 

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