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A participação das mulheres e o voto feminino nas eleições no Amazonas é tema de debate na disciplina Tópicos Especiais e Antropologia – TEA

Publicado: Terça, 23 de Julho de 2024, 09h56 | Última atualização em Terça, 23 de Julho de 2024, 13h40 | Acessos: 207

No dia 16 de julho, a sala 01 do Bloco Administrativo da Faculdade de Estudos Sociais (FES), no Setor Norte da UFAM, foi palco do evento "Roda de Escuta – Observação e Diálogo". Organizado pelos estudantes do 5o período de Ciências Sociais na disciplina "Tópicos Especiais e Antropologia – TEA" do Departamento de Ciências Sociais, em parceria com o ECOPeC (Laboratório de Estudos em Economia Política e Cultura), o encontro proporcionou um espaço de reflexão e troca de ideias.

Na ocasião, foi debatido o tema “A participação das mulheres e o voto feminino nas eleições no Amazonas” com as convidadas Regina Medeiros – Cientista Social, Artista Plástica, artesã e Vice-presidente da Associação de Produtores e Artesãos do Amazonas (AproArtes) e Cristiana Marinho, Ativista Político pelos direitos das Mulheres, aluna Politize e idealizadora do Projeto Ciclo Solidário e formada em direito.

Em sua fala a ativista Cristiana Marinho compartilhou sua trajetória afirmando que após atuar como cabo eleitoral e participar de manifestações, tornou-se assessora parlamentar e articuladora política. Durante essa trajetória, afirma, enfrentou inúmeras dificuldades, incluindo violência de gênero e retaliação. A expositora afirma ainda que a vida das mulheres na política é especialmente desafiadora devido à sobrecarga de responsabilidades, como maternidade e carreira. Mesmo sendo a maioria do eleitorado no Amazonas, as mulheres raramente votam em outras mulheres, e há pouca solidariedade entre elas. Isso reflete a necessidade urgente de mudança nas mentalidades e nas leis para melhorar a representatividade feminina.

 

Em seguida a Cientista Social Regina Medeiros, formada em ciências sociais pela UFAM, iniciou sua trajetória no curso de contabilidade, mas optou por mudar de área após enfrentar dificuldades. Ela lamenta a extinção do Diretório Central dos Estudantes (DCE) na universidade, uma instituição fundamental para a militância estudantil. Regina lembra de sua participação ativa em greves ao lado de sua mãe, professora, e critica a necessidade de cotas para garantir a representatividade feminina. Segundo ela, a dependência de cotas evidencia uma sociedade desigual, onde as mulheres, apesar de serem maioria no eleitorado do Amazonas, continuam sub-representadas nos espaços de poder.

A ex-presidente do DCE destaca a realidade das mulheres que ocupam posições de destaque, geralmente apoiadas por outras mulheres em empregos precarizados. Ela aponta que a violência contra a mulher e a questão do aborto ganham destaque na mídia, enquanto outras questões cruciais, como acesso à educação e saúde de qualidade, são negligenciadas. Regina enfatiza que a desigualdade de gênero está profundamente enraizada no sistema capitalista e neoliberal, e defende a necessidade de uma reflexão crítica sobre essas estruturas para promover uma verdadeira igualdade na sociedade.

 

 

 

 

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