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DEFESA DE DISSERTAÇÃO DO PROGRAMA DE POS -GRADUÃÇAO DA SOCIEDADE E CULTURA DA AMAZONIA – PPGSCA.

Publicado: Sexta, 06 de Junho de 2025, 14h25 | Última atualização em Sexta, 06 de Junho de 2025, 14h34 | Acessos: 285

Com o titulo “A luta pela conquista do poder feminino no Parque das Tribos: o corpo da mulher indígena como território de resistência”, a mestranda Maria Paula Lutaiff Gonçalves , defendeu sua dissertação de mestrado pelo PPGSCA, no auditório Rio Negro, as 14h, nesta terça-feira, dia 3, do Instituto de Filosofia, Ciências Sociais, Humanas e Letras (IFCHS)
O objetivo geral foi de investigar e, como foi reconstruído a resistência sócio-política da etnia Kokama no contexto urbano no Parque das Tribos de Manaus, considerando os processos históricos de territorialização e, os atravessamentos de violência simbólica de gênero e atuação das lideranças indígenas, em especial, da cacique Lutana da etnia Kokana, com expressão de resistência neocolonial.
Segundo Maria Paula, o seu interesse pela temática surgiu de uma combinação entre vivencia educacional, engajamento ético, pertencimento regional e sua atuação como jornalista que a colocou em contato direto com os conflitos fundiários, políticos e sócios-culturais, envolvendo os povos indígenas no amazonas, principalmente dos Parque das Tribos.
O estudo teve três vertentes, a saber: os corpos territórios, a violência simbólica e a resistência neocolonial; A sua estrutura, além da introdução, possui o capitulo l, que trata da formação sociocultural do Parque das Tribos, o capítulo II, que se refere ao corpo da mulher indígena, como território de resistência e, o capítulo III, que fala de uma mulher, líder indígena no Parque das Tribos.
De acordo com Gonçalves, a relevância social do estudo assume um caráter de gênero, principalmente, no que tange a etimologia indígena no campo interdisciplinar, na qual, reside a urgência de se utilizar e de se conhecer a resistência protagonizada pelas mulheres , em especial, da etnia Kokama no contexto urbano da Amazônia
Em suas considerações finais, a mestranda disse que a pesquisa revela a complexidade e a potência da luta das mulheres indígenas no contexto Amazônico, como espaço de resistência e, da violência política de gênero como expressão de colonizar o feminino e, também, da neocolonização como prática de reitorizar territórios.

 

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